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Maria Ilsen / Data: 27/4/2006 Conceito do leitor:     Vassallu, um livro surpreendente. - O livro do médico mineiro, Dr. Sérgio Mudado, editado recentemente pela Ed. Altana, pela excelência das pesquisas, merece desde já destacado lugar em todas as faculdades de História do país. Mas o autor, que por mais de cinco anos pesquisou exaustivamente a Primeira Cruzada, tema do livro, e o contexto medieval em que se insere, não se limita à reconstituição de um momento da História Universal, marcado pelos confrontos entre fanáticos cristãos e muçulmanos. Vai muito além. Vai às raízes do que moveria o ser humano em todos os tempos: a paixão nas suas diferentes formas: sexo, poder, riqueza, glória... E, de algum modo, a consciência da finitude, o que explicaria a busca da continuidade da vida, além dos sentidos. Característica esta não apenas dos poderosos cavaleiros medievais em seus cavalos reluzentes, rumo a Jerusalém, mas também da ralé miserável que os acompanhava, milhares de homens e mulheres que as vicissitudes transformavam, tanto quanto aos cavaleiros, ora em crentes fervorosos ora em impiedosos canibais, sem regras, sem medidas, torturando, despedaçando, matando... O demônio já não existe, conclui-se no final. Foi derrotado pelo próprio homem, tornado demônio de si mesmo. Um livro atraente, simultaneamente instrutivo, sem eruditismo cansativo. Espero que alcance a merecida projeção. Maria Ilsen. | |
Escrito por xico santos às 13h06
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Jade Yazbeck
SOBRE O AUTOR
Há uma grande necessidade de diálogo, de confronto, e existem poucos espaços para fazê-lo. Há muitos que gritam e poucos que falam. Teve o autor, Sérgio Mudado, a idéia de abrir uma janela de pensamentos para fora do passado e deixar entrar ar fresco. Gostei dessa idéia...
Através dessa “janela” legendária de tempo e espaço quase indefinidos, sentimos os cheiros campestres da úmbria, absorvemos as suas cores; captamos suas luzes e trevas diante do bem e do mal.
Dentro de um quarto vemos um homem, habitando um passado e seu espaço. Está sempre em movimento – sentindo, pensando, agindo, refletindo – e desejando comunicar a outros, aos seus leitores, que também lhe escrevem, as suas reflexões que nascem de um perpétuo caminhar, questionar diante da face de Deus e do Diabo.
Na sua solidão, o homem desse tempo e espaço recebe em si o impacto das coisas que aconteceram e que ainda continuam acontecendo lá fora. E devolve-as, num desejo de mudar, de buscar a essência íntima; verdadeira, da pessoa humana. Num desejo também de dar voz ao sofrimento, ao conflito, às experiências humanamente significativas, nestes tempos de grande vazio deixado por séculos de falsas ideologias e utopias, um desejo de ver no meio de tudo isso alguns sinais de mudança, protegê-los e alimentá-los.
O leitor conhecerá uma experiência imaginativa única – em um ponto onde se cruzam literatura e sabedoria.
Sérgio Mudado nos obriga a parar, cerrar os olhos e ver!
“Não uso minha espada quando minha chibata é suficiente, nem minha chibata onde minha língua basta”.
Sérgio Mudado é o médico da palavra.
Escrito por xico santos às 08h48
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